Festa
de Pentecostes
E,
cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e
encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas
repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos
foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o
Espírito Santo lhes concedia que falassem.
Atos
2:1-4
Estamos no mês onde celebramos a Festa de
Pentecostes. Quem aqui já celebrou alguma vez ao nosso Deus a Festa de
Pentecostes? É sempre muito bom não é mesmo? É mais uma das Festas do Senhor,
mais um momento especial, onde celebramos diante do Rei dos reis, do Grande Eu
Sou, do Eterno e agradecermos a Ele por todas as coisas maravilhosas que Ele
tem feito em nossas vidas. Hoje vamos conhecer, no Antigo Testamento, um pouco
dessa festa que é uma celebração de gratidão ao Senhor pela colheita dos grãos.
Preste bem atenção.
Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa
do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Êxodo 23:14-17; 34:18-23).
Originalmente, essa festa é citada com vários nomes:
1. Festa da Colheita ou Sega -
Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada;
2. Festa das Semanas - A
razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas. O
início da festa se dá cinquenta dias depois da Páscoa, com a colheita da
cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Deuteronômio 16:10;
34:22 / Números 28:26).
3. Dia das Primícias dos Frutos
- Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus,
dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Números 28:26).
4. Festa de Pentecostes - cujo
significado é cinquenta dias depois (da Páscoa).
A princípio, essa festa era uma celebração
agrícola, originalmente realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e
a cevada, entre outros produtos agrícolas, depois é que ela foi levada para os
templos.
E ela tinha algumas características interessantes:
2. Era uma festa de comunhão,
aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os
estrangeiros (Deuteronômio 16:11). Enfim, todo o povo apresentava-se diante de
Deus.
3. Agradecia a Deus pelo dom da
terra e pelos estatutos divinos (Deuteronômio 15:12).
4. Era uma "Santa
Convocação". Ninguém trabalhava (Levítico 23:21).
5. Era celebrado o ciclo da
vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida da semente,
da árvore, do fruto, do alimento, de tudo.
Ao celebrar a festa, todos aprendiam a ser
responsáveis para com a vontade de Deus e com o próximo - não somente com os
irmãos de sangue e fé. Lembravam que Deus é o Criador e Sustentador das
leis que regem o mundo, pois foi Ele quem criou a terra e manda a chuva para
todos, hebreus e gentios, bons e maus, homens e mulheres, jovens e crianças. Ao
agradecer a Deus pelo dom da terra - para morar, plantar e se alimentar dos
frutos produzidos nela - o povo descobria os mistérios da graça divina. Ser
grato pela "terra que mana leite e mel", pela cevada, trigo e outros
grãos que sustentam a vida e representam uma alegria muito grande.
Você já agradeceu ao Senhor hoje pelo pãozinho
gostoso, o café quentinho, o leitinho, o arroz, o feijão? Foi Ele que
derramou a chuva no campo, fez o sol nascer todas as manhãs, para que a terra
desse o seu fruto, que alimenta você todos os dias. Que Deus maravilhoso é esse
que nós temos, não é mesmo?
Nós
já conhecemos a origem da Festa de Pentecostes ou Festa da Colheita. Aprendemos
que é uma festa de gratidão a Deus pela terra e pelo sustento tirado dela, pelo
sol, pela chuva; nela se entregam as primícias, os primeiros grãos colhidos,
uma oferta voluntária ao Senhor; é uma festa de comunhão, de relacionamento,
onde todos juntos celebram diante do Senhor o resultado do trabalho; é uma
festa muito alegre, mas o ensino não é esquecido, pois nesses dias é reforçado
no coração, na mente de todos, adultos e crianças, homens e mulheres, ricos e
pobres, os princípios dados por Deus e a responsabilidade de cada um para
cuidar da terra.
Essa festa continuou sendo celebrada pelos
hebreus, até mesmo depois que Jesus morreu. E, para nós, ela passou a ter um
significado ainda mais especial. Vamos ver o que aconteceu de tão
extraordinário na festa de Pentecostes, na qual os discípulos de Jesus estavam
reunidos.
Antes, porém, vamos lembrar uma conversa especial
que Ele teve com Seus discípulos, antes de subir ao céu. Jesus lhes disse que
não saíssem de Jerusalém, pois algo especial aconteceria ali: “...mas vós
sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Mas
recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis
testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos
confins da terra.” (Atos 1:5,8)
Depois que Jesus subiu aos céus, eles voltaram
para Jerusalém, e permaneceram juntos. Até que chegou o tempo da Festa de
Pentecostes. Eles, então, resolveram se reunir para aquela celebração. Mas essa
não seria uma festa igual às outras. Enquanto eles conversavam, e eu imagino
que eles deveriam estar comentando sobre tudo o que havia acontecido naqueles
últimos dias, como eles estavam tristes com a morte de Jesus na Cruz, o espanto
quando Ele ressuscitou e Se manifestou a eles, a alegria que sentiram de vê-lO
novamente, as coisas que Ele lhes ensinou, um barulho estranho começou a
se ouvir. Um som estranho, que eles descreveram depois como o som de um vento
impetuoso, que encheu toda a casa onde eles estavam reunidos, então eles viram
línguas de fogo, que estavam sobre a cabeça de cada um, e, por fim, eles
começaram a falar em outras línguas, e todos foram cheios do Espírito Santo.
A promessa de Jesus se cumpriu. O Espírito foi derramado
sobre eles, dando-lhes unção, força, poder, coragem, ousadia, para serem
testemunhas fiéis do Reino de Deus, do amor do Pai, em todo lugar onde eles
estivessem. Por que o Espírito Santo foi derramado sobre os apóstolos
exatamente em Pentecostes, na Festa da Colheita? Creio que Deus associou o
derramamento do Espírito à colheita para compreendermos que o derramamento do
Espírito está diretamente ligado à colheita de almas.
Como vamos entender isso de uma forma simples?
Fácil! O primeiro objetivo de Deus é salvar você; o segundo, é usar você para
salvar outros como você. Usar você significa manifestar através de você os dons
do Seu Espírito para a salvação de outros. Entendeu?
Vamos nos lembrar dos discípulos que estavam
reunidos naquele dia tão especial. Eles estavam tristes, abatidos, com medo. E,
de repente, eles foram tomados de um poder sobrenatural. Três verbos descrevem
o que aconteceu naquele momento: ouvir, ver e falar. Eles ouviram um som
poderoso, como de um vento impetuoso, eles viram línguas de fogo e eles falaram
em outras línguas. Depois disso, eles abriram a porta e começam a falar aos
quatro cantos da cidade sobre aquilo em que eles criam, sem medo e sem
vergonha. Por causa disso, muitas vidas foram salvas e transformadas, inclusive
a minha e a sua.
Fogo e vento, vento e fogo. O vento empurra,
move, purifica o ar; o fogo aquece, ilumina, produz luz e calor. O vento e o
fogo do Espírito mudaram para sempre a vida daqueles homens e mulheres. Nunca
mais se ouviu falar de algo semelhante.
Mas a promessa do derramar do Espírito continua
sobre nós, e Ele está sempre pronto a se manifestar na nossa vida. Que tal
deixar o vento do Espírito levá-lo, empurrá-lo para um novo tempo, e o fogo
queimar dentro de você, a tal ponto que você não consiga mais deixar de falar,
de pregar, de mostrar às pessoas que Deus existe e que Ele é tremendamente
Poderoso para operar maravilhas?
Vamos! É Pentecostes, é tempo de colheita!
Entregue-se nas mãos do Grande Eu Sou e experimente do Seu poder e da Sua graça
infinita.
Versículo para Decorar
E todos
foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o
Espírito Santo lhes concedia que falassem.
(Atos
2:4)
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